PASTAGENS
Mg5-Vitória

A cultivar Xaraés é uma Brachiaria brizantha coletada no Burundi,
África, e liberada pela Embrapa em 2003 após quinze anos de
avaliações. É uma planta cespitosa, de 1,5 m de altura,
folha lanceolada e longa, com poucos pêlos, e de coloração
verde-escura. Os colmos são finos e radicantes nos nós e as
inflorescências são grandes, com espiguetas em uma só
fileira. A cultivar Xaraés é pentaplóide com 45 cromossomos
e irregularidades na divisão meiótica, que reduzem a viabilidade
do pólen para cerca de 79%. Seus principais atributos positivos são
a alta produtividade, especialmente de folhas, rápida rebrota e florescimento
tardio, prolongando o período de pastejo nas águas, além
de valor nutritivo e alta capacidade de suporte resultando em maior produtividade
animal do que a cultivar Marandu. A Embrapa garante a origem e identidade
da cultivar Xaraés mediante produções continuadas de
sementes genéticas desde 1988.
Setária

A setária (Setaria sphacelata) é uma gramínea forrageira perene de hábito de crescimento cespitoso que forma touceiras de até 1,0 m de diâmetro e produz afilhos com altura de até 2,0 m. Apresenta caule tipo colmo, ereto e com rizomas curtos.As folhas são geralmente largas, glabras, com bainha larga e quilhada. A espécie é quase que completamente de polinização cruzada, o que dificulta sua pureza varietal. Assim, dentro de uma mesma cultivar podem surgir plantas com características bem distintas, como variação no porte, época de floração e coloração das folhas.
Clima e solo - embora sejam plantas originalmente de regiões altas, apresentam uma faixa de adaptação bastante ampla em termos de altitudes e de condições climáticas. Vegeta bem em altitudes que variam desde o nível do mar até 3.000 m, principalmente em regiões onde a precipitação oscila entre 1.000 e 2.500 mm/ano. Desenvolve-se bem em diferentes tipos de solos, apresentando boa adaptação aos solos arenosos ou argilosos, inclusive naqueles de baixadas, úmidos ou de alagamento temporário, exceto naqueles excessivamente ácidos ou alcalinos.
Características agronômicas - boa
adaptação e produção de forragem em solos de média
fertilidade natural; apresenta razoável tolerância a solos ácidos
e toxidez por manganês; requer solos bem drenados, no entanto tolera
o encharcamento, desde que não muito prolongado; apresenta boa tolerância
ao déficit hídrico (a cultivar Kazungula é comumente
plantada nas áreas com precipitação anual em torno de
750 mm, enquanto que a Nandi e a Narok são recomendadas para regiões
com precipitação superior a 1.000 mm); resistente ao ataque
das cigarrinhas-das-pastagens; apresenta boa palatabilidade e elevado índice
de afilhamento. Por apresentar hábito de crescimento semi-erecto, forma
consorciações bastante equilibradas com leguminosas forrageiras
como P. phaseoloides, D. ovalifolium, S. guianensis, A. pintoi, C. macrocarpum
e C. acutifolium. Responde satisfatoriamente à aplicação
de doses moderadas de calcário dolomítico (2,0 a 3,0 t/ha) e
de fósforo (50 a 100 kg de P2O5/ha).
Estabelecimento - a semeadura deve ser realizada
no início do período chuvoso (outubro/ novembro). O plantio
pode ser em sulcos espaçados de 0,6 a 1,0 m entre si, a lanço
ou em covas (0,5 x 0,5 m) quando se utiliza mudas. A profundidade de semeadura
deve ser de 2,0 a 4,0 cm, já que as sementes são pequenas, o
que pode ser obtido pela passagem de um rolo compactador. A densidade de semeadura
varia de 10 a 12 kg/ha, dependendo da qualidade das sementes e do método
de plantio. Quando em consorciação com leguminosas, o plantio
pode ser feito a lanço ou em linhas espaçadas de 1,0 m. As cultivares
comerciais mais utilizadas para a formação de pastagens são
a Nandi, Narok e Kazungula.
Produtividade e composição química
da forragem - sua produtividade de forragem, em geral, é bastante
elevada, no entanto, pode ser afetada por diversos fatores (solo, espaçamento,
densidade de plantio, manejo e condições climáticas).
Em Rondônia, as produções de MS estão em torno
de 8 a 12 e, 2 a 3 t/ha, respectivamente para os períodos chuvoso e
seco. Seu valor nutritivo é considerado entre moderado e bom, considerando-se
consumo, digestibilidade e composição química. Com duas
a seis semanas de rebrote apresenta, em média, DIVMS entre 55 e 60%;
teores de PB entre 8 e 10%; teores de fósforo de 0,16 a 0,19%; potássio
de 0,80 a 0,98% e de cálcio entre 0,24 e 0,30%.
Todas as linhagens de setária contêm oxalatos que são
ácidos orgânicos, conseqüência da presença
de radicais de amônia no tecido vegetal. Normalmente as formas de oxalatos
encontradas são ácido oxálico, oxalatos de potássio,
sódio ou de cálcio. Podem ocorrer mortes de animais com baixo
nível nutricional e não adaptados ao consumo dessa gramínea.
Isso decorre como conseqüência da baixa população
de microrganismos do rúmen que degradam esses oxalatos. O nível
tóxico para bovinos ocorre acima de 4%. A cultivar Kazungula pode atingir
até 7% de oxalatos, mas seu teor normal situa-se ao redor de 4%, enquanto
que a Narok apresenta níveis de 3 a 4%.
Manejo - pastagens bem formadas e manejadas apresentam
uma capacidade de suporte de 1,5 a 2,0 UA/ha no período chuvoso e 1,0
UA/ha no período seco, dependendo do sistema de pastejo adotado e da
disponibilidade de forragem. Sempre que possível utilizar pastejo rotativo,
de modo a otimizar o desempenho animal. O pastejo deve ser iniciado quando
as plantas atingem entre 1,0 e 1,2 m de alturas, as quais devem ser rebaixadas
até cerca de 25 a 30 cm de altura. Em Rondônia, para pastagens
de setária cv. Kazungula, a utilização do pastejo rotativo
(14 dias de ocupação por 56 dias de descanso) foi mais eficiente
que o pastejo contínuo. Recomenda-se a utilização de
1,5 UA/ha no período chuvoso (outubro a maio) e 1,0 UA/ha no período
seco (junho a setembro). Os ganhos de peso podem variar de 300 a 500 g/an/dia
e entre 280 e 450 kg/ha/ano. Visando conciliar produtividade e qualidade de
forragem, as pastagens podem ser diferidas em março para utilização
em junho e julho e, em abril para utilização em agosto e setembro.
Tanzânia

O capim-Tanzânia-1 (Panicum maximum cv. Tanzânia-1) é uma gramínea com plantas de até 1,3 m de altura; as folhas e bainhas não apresentam pilosidade nem cerosidade. Os colmos são suavemente arroxeados e as inflorescências são panículas com espiguetas arroxeadas, sem pilosidade e semelhantes às do capim-colonião comum.
Características agronômicas - requer
solos de média a alta fertilidade, mostrando-se exigente quanto ao
fósforo, nitrogênio e potássio. No entanto, é capaz
de obter, em torno de 37% do nitrogênio necessário ao seu crescimento,
via fixação biológica. Em solos com 5 a 8 mg/kg de fósforo,
apresenta excelente vigor no estabelecimento, com rápido fechamento
da vegetação. Seus rendimentos de MS podem variar de 16 a 20
t/ha/ano. Apresenta teores de PB entre 8 e 13% ao longo do ano, DIVMS de 55
a 70% e alta percentagem de folhas, cerca de 80%, a qual é semelhante
a do Tobiatã e superior a do colonião-comum (65%). Produz durante
o período seco cerca de 10,5% de seu rendimento anual de forragem,
desempenho este três vezes superior ao do colonião comum. Devido
ao porte médio e menor fibrosidade dos colmos, não apresenta
muita rejeição de consumo como ocorre com as touceiras de Tobiatã
e colonião, após o florescimento. É bem aceito por bovinos,
bubalinos, caprinos e ovinos. Consorcia-se bem com leguminosas (P. phaseoloides,
D. ovalifolium, C. macrocarpum, C. acutifolium, C. mucunoides, S. guianensis,
A. pintoi ).
O florescimento está concentrado em abril-maio e seus rendimentos de sementes podem variar de 100 a 200 kg/ha. Possui maior resistência às cigarrinhas-das-pastagens, em relação ao colonião e Tobiatã. Até o momento, tem demonstrado baixa susceptibilidade às doenças foliares, bem como média resistência ao carvão ou cárie do sino que afeta as inflorescências e que pode comprometer seriamente a produção de sementes.
Estabelecimento - A semeadura deve ser realizada
no início do período chuvoso (outubro/ novembro). O plantio
pode ser em sulcos espaçados de 0,5 a 1,0 m entre si ou a lanço.
A profundidade de plantio deve ser de 1,5 a 3,0 cm. A densidade de semeadura
varia de 10 a 15 kg/ha, dependendo da qualidade das sementes e do método
de plantio. Quando em consorciação com leguminosas, o plantio
pode ser feito a lanço ou em linhas espaçadas de 1,0 a 1,5 m.
Para os solos ácidos, recomenda-se 2,0 a 3,0 t/ha de calcário
dolomítico (PRNT = 100%) e a aplicação de 80 a 120 kg
de P2O5/ha. O nível crítico interno de fósforo, relacionado
com 90% da produção máxima de MS, foi estimado em 2,14
g/kg de P. A adubação potássica deve ser realizada quando
os teores deste nutriente forem inferiores a 35 mg/kg, sugerindo-se a aplicação
de 40 a 60 kg de K2O/ha. Em áreas de cerrado recém-desmatadas,
recomenda-se aplicar 30 kg de enxofre/ha e 30 a 40 kg de FTE BR-16/ha.
Manejo e utilização - o primeiro
pastejo deve ser realizado 90 a 120 dias após o plantio. Pastagens
bem formadas e manejadas apresentam uma capacidade de suporte de 1,5 a 2,5
UA/ha no período chuvoso e 0,8 a 1,0 UA/ha no período seco.
Os ganhos de peso/an/dia podem variar de 500 a 800 g no período chuvoso
e de 200 a 400 g no período seco. Os ganhos de peso/ha/ano estão
em torno de 300 a 500 kg. Em Rondônia, utilizando-se cargas animal de
2,5 e 1,2 UA/ha, respectivamente para os períodos chuvoso e seco, os
ganhos de peso foram de 0,573 e 0,321 kg/an/dia, os quais foram superiores
aos observados com pastagens de P. maximum cvs. Mombaça e Centenário.
O pastejo deve ser iniciado quando as plantas atingem entre 0,8 e 1,2 m de
altura, as quais devem ser rebaixadas até cerca de 30 cm acima do solo.
Sempre que possível utilizar pastejo rotativo, de modo a otimizar o
desempenho animal. Como apresenta moderada resistência à seca,
recomenda-se seu diferimento (veda) no final do período chuvoso (meados
de março a abril), visando o acúmulo de forragem de boa qualidade
para utilização durante o período de estiagem.
Capim
Sudão

Rústico;
- Resistente à seca;
- Adaptabilidade em climas quentes e temperados;
- Produz grande quantidade de massa verde;
- É muito palatável.
O
Capim Sudão é uma gramínea anual, originária do
Sul do Egito e Sudão, que admitem ser a forma selvagem original dos
sorgos cultivados atualmente. Cresce bastante, chegando a 2 metros de altura
e produz grande quantidade de folhas, muito apreciada pelos animais. Adapta-se
a climas quentes e temperados, mas não tolera frio excessivo. Vegeta
bem nos terrenos indicados para o milho e sorgo porém, prefere as várzeas
frescas e férteis. É resistente à seca, produzindo verde
quando a maioria das pastagens paraliza seu crescimento.
Proporciona forragem tenra, palatável e nutritiva.
Quando novo, até 40-45 cm de altura, assim como o sorgo, o Capim Sudão
apresenta um princípio tóxico que pode causar sérios
transtornos aos animais, devendo ser evitado seu uso nesta fase.
O plantio é feito na primavera, em sulcos espaçados de 70-80
cm, gastando-se em torno de 20-25 quilos de sementes/ha.
Recomenda-se efetuar seu corte 75-80 dias após a semeadura, a 10-15
cm do solo, cuja produção gira em torno de 100 toneladas de
massa verde/ha/ano, em quatro cortes.
É recomendado como planta de cobertura de solo.
Sorgo
Sorgo - m. Zahína
§
zahína (do
latim sagina) f. planta anual, originária da Índia, da família
das gramíneas, com caule de dois ou três metros de altura, cheias
com um tecido branco e algo doces e velosas nos nós : folhas sem pelos
e ásperas nas margens, flores em panícula pouco densa, grande
e direita, espessa em forma de cacho e pendente, grãos maiores que
os do cânhamo, algo avermelhados, esbranquiçados ou amarelos.
Estes servem para fazer pão e alimentos para as aves e as plantas inteiras
para pasto.
Origem do Sorgo

Da família das gramineas, género Sorghum, pertencente á tribo das andropógenas. Compreende espécies anuais e espécies vivazes. Atinge 1 a 4 metros de altura, tendo vários caules por pé (afilhamento), em que cada um dos quais tem uma influencia terminal do tipo paniculado. Uma espiga séssil, fértil, acompanhada por duas espigetas estéreis pedunculadas que caracterizam o género.
O sorgo grão era conhecido na Índia desde a antiguidade, mas existem em todo o mundo espécies silvestres mais ou menos adaptadas. Existe numa ruína Assíria uma gravura que representa o sorgo datada do ano 700 ac.
Provavelmente desde a Índia foi introduzida na Ásia. No principio da era cristã, o sorgo já era conhecido na bacia Mediterrânea e na África Tropical.
Desde África passou para a América com os escravos. Só a partir de 1876 é que começou a ser cultivado nos EUA, com a introdução de novas variedades.
Graças ao progresso realizado neste país, volta a tomar um crescente interesse no mundo.
Usos e Propriedades do Sorgo

O Sorgo forma parte da dieta básica de milhões de pessoas na
China, Índia e África; nos países industrializados cultiva-se
sobre tudo como planta forrageira.
O Sorgo grão que se cultivam numerosas variedades como, Milo, Kafir, Feterita e Kaohiang, é um dos cereais mais resistentes à seca; em condições de seca e calor extremo, a planta entra numa fase de descanso e quando a situação melhora recupera a sua actividade.
O Sorgo açucarado contém no caule uma seiva doce, que se cultiva para se obter xaropes e como planta forrageira.

Certas variedades formam panículas floríferas com caules rígidos e cultivam-se para fabricar escovas, mas hoje em dia estão sendo substituídas por escovas de plástico.
Nas regiões quentes cresce uma gramínea vivaz, próxima do sorgo que é uma infestante e muito difícil de erradicar.
Já se obtiveram variedades anãs de sorgo grão, de um metro de altura, próprias para serem colhidas com uma ceifeira combinada. Este avanço determinou num espectacular aumento de consumo deste cereal.
O sorgo pode obter o mesmo rendimento que outros cultivos, mas empregando menor quantidade de água.
Há medida que vão murchando, as folhas enrolam-se ficando então uma menor superfície exposta á transpiração; isto permite á planta suportar os momentos de seca.
O
sorgo desenvolveu-se bem em zonas secas e quentes, situação
que o milho não suportaria; entre outras razões, é a
sua capacidade de latência durante a seca, que lhe permite voltar a
crescer quando começa haver humidade.
Milheto
O
milheto ( Penissetum glaucum) é uma planta de origem africana de grande
importância mundial, sendo considerado uma excelente alternativa para
produção de grãos e forragens. A classificação
botânica do milheto o inclui no gênero Penissetum , e possuem
mais de 140 espécies.
O milheto é uma forrageira de clima tropical, anual, de hábito ereto, porte alto, com desenvolvimento uniforme e bom perfilhamento, e produção de sementes entre 500 quilos/hectare e 1.500 quilos/hectare. Apresenta excelente valor nutritivo (até 24% de proteína bruta quando em pastejo), boa palatabilidade e digestibilidade (60% a 78%) em pastejo, sendo atóxica aos animais em qualquer estádio vegetativo. Quanto ao potencial produtivo de forragem, pode alcançar até 60 toneladas de massa verde e 20 toneladas de matéria seca por hectare, quando cultivado no início da primavera. Quando utilizado sob pastejo, com animais de recria pode proporcionar ganhos de até 600 quilos/hectare de peso vivo, ou 20 arrobas/hectare de carne em 150 dias de pastejo, equivalente a ganhos médios diários de 950 gramas/animal, com 4,2 animais/hectare.
É uma planta que se adapta bem a vários tipos de solos, apresentando
boa persistência em solo de baixa fertilidade e déficit hídrico,
embora responda com ótimas produtividades em solo de média a
boa fertilidade e adubação. Não resiste a geadas e solos
encharcados.
Festuca

Festuca arundinacea, e provavelmente sua introdução no Brasil
tenha ocorrido em 1949 (KEPLIN, 1996 ). Tem sua origem no oeste da europa.
Atualmente, o gênero festuca é amplamente cultivado na América
do Norte e também apresenta áreas significativas cultivadas
com esta gramínea na Argentina e no Uruguai. Nos Estados Unidos, é
uma das gramíneas perenes de estação fria mais cultivadas.
Supõe-se que existiam por volta de 12 a 14 milhões de hectares
de festuca no início da década de 1970.
Características Morfológicas
A festuca possui rizomas curtos, bainha da folha glabra, lâmina da folha de cor verde escura com a face exterior brilhante e a interior com várias nervuras proeminentes. Apresenta lígula de 0,5 a 2 mm. O sistema radicular é fasciculado e muito fibroso. A inflorescência é uma panícula na qual cada espigueta contém de 3 a 10 flores. A semente desta espécie de gramínea é muito semelhante ao azevém anual, porém a festuca na semente não apresenta arista.
Características Agronômicas
Os cultivares mais utilizados são o Kentucky 31(K31) e Tagua B. A festuca adapta-se melhor aos solos férteis, úmidos e argilosos, vegetando bem em solos mal drenados. A semeadura deve ser feita no período do outono com uma densidade de semeadura de 30 até 40 Kg de sementes/ha. A fase inicial do estabelecimento deste tipo de gramínea caracteriza-se por ser lenta, em razão deste fator, a época de entrada dos animais na pastagem deve ocorrer somente quando a pastagem estiver plenamente estabelecida. A festuca não apresenta mecanismos fisiológicos de latência, o que pode permitir, em algumas circunstâncias, produção de forragem no período do outono. Esta espécie apresenta boa adaptação as temperaturas baixas do inverno, consorcia-se muito bem com o trevo branco.
A
festuca é uma gramínea forrageira de inverno que apresenta alta
qualidade de forragem. A alta qualidade de forragem da festuca está
relacionada principalmente a idade das folhas, fertilidade do solo, estação
do ano e variações genéticas. Em pastagens bem estabelecidas,
de festuca, o manejo do pastejo deve ser feito em uma altura entre 5 a 10
cm, o quê promoveria alta produção de forragem, alta qualidade
de forragem e manteria a persistência da pastagem.
Aveia Preta

Nome científico: Avena sativa (aveia-branca) e Avena strigosa (aveia-preta)
Família: Poáceas (sinonímia: Gramíneas)
Nome comum: aveia, aveia-branca, aveia-preta
Origem: Ásia e Oriente Médio
Descrição e característica da planta: a aveia é uma cultura de inverno, anual, colmos eretos, 1,00 a 1,50 metro de altura.
Existem duas espécies mais cultivadas: a Avena sativa, que é plantada, principalmente para a produção de grãos e forragem (parte aérea da planta, verde ou seca, para alimentação animal), e a Avena strigosa, forrageira que não tem valor industrial porque as suas sementes são pretas. As folhas são estreitas e longas, têm 14 a 40 centímetros de comprimento e 0,55 a 2,20 centímetros de largura, de cor verde-clara a verde-escura. Essas variações no tamanho das folhas estão relacionadas principalmente às variedades e espécies cultivadas.
A inflorescência é uma panícula (cacho com várias ramificações onde estão inseridos os órgãos florais). As flores são hermafroditas (os dois sexos na mesma flor) e a reprodução é por autofecundação. Os grãos ou sementes são semicilíndricos e afilados nas extremidades. As variedades de aveia-branca recomendadas com duplo objetivo são: Coronado, Suregrain, Socorro, Agrária Entre Rios, Vitória e outras. As variedades de aveia-preta, para pastagens, recomendadas são: Preta Comum, Preta Argentina, Chilena e Saia. As plantas se desenvolvem e produzem bem em condições de clima frio a ameno, solos férteis, boa disponibilidade de água durante o desenvolvimento vegetativo e florescimento. A época recomendada para o plantio é no outono. A propagação é por sementes e o plantio é feito direto no campo. O ciclo da cultura, para a produção de grãos, varia de 120 a 140 dias da semeadura à colheita.
Produção e produtividade: os principais países produtores de aveia são: Rússia, Estados Unidos, Canadá, China, Alemanha e Polônia. No Brasil, os estados produtores são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A produtividade média é de 1,50 a 2 toneladas de grãos por hectare e de 10 a 15 toneladas de matéria seca (forragens) por hectare. Um hectare corresponde a 10.000 metros quadrados.
Utilidade: a aveia é um alimento rico em calorias e proteínas. Pode ser usada na dieta humana e animal, produção de farinha, ração para animais, pastagens, produção de feno e silagem, cobertura do solo e adubação verde (rotação de culturas).
Azevém

O azevém anual é a principal gramínea de inverno para a produção de leite e carne. Possui alta palatibilidade, alta proteína e digestibilidade, bem como boa composição mineral. Possui entretanto excesso de água no inverno, o que limita maior consumo de matéria. É uma gramínea sub-tropical temperado, rústica, agressiva, com boa capacidade de perfilhamento, vegetando bem em solos com razoável umidade, não tolerando, entretanto enxarcamento. Possui bastante resistência às geadas. Além de excelente opção forrageira presta-se muito como alternativa para cobertura de solo, proporcionando boa produção de massa e proteção ao solo. Alé do cultivo exclusivo , pode ser consorciado com outra gramíneas (aveia, centeio) e com leguminosas (serradela, trevos, alfafa, ervilhaca, cornichão, etc.).
Normalmente, em comparação com a aveia, apresenta um crescimento inicial um pouco lento, mas em compensação, seu pastejo é mais prolongado, variando de 60 a 180 dias conforme o sistema adotado.azevém pré-secado formam a base para a produção leiteira da região.
Ervilhaca

É uma planta anual de clima temperado e sub-tropical, vegetando no inverno e primavera. Forragem de excelente qualidade e apetecibilidade, exige cultura auxiliar que sirva de suporte. Existem espécies glabras (sem pêlos) e pilosas. Devido à alta nodulação radicular com Rhizobium e eficiência de fixação simbiótica do nitrogênio atmosférico, é uma boa fonte de proteína. Pode gerar problemas de timpanismo. Na região é utilizada como forrageira em consórcio com aveia e azevém, produzindo altos volumes de forragem de boa qualidade.
Trevo
Vermelho
Leguinosa com até 70 cm de altura, de raíz pivotante e profunda. O trevo-vermelho é uma planta não rasteira, com talos erguidos ou decumbentes, podendo apresentar raízes adventícias ao lado da pivotante. Inflorescência sobre uma ou duas folhas normais com estípulas dilatadas.
É uma planta de clima temperado e sub-tropical, de ciclo outono/inverno/primavera,
decrescendo no verão. Produz boa massa verde com ótimo valor
nutritivo Normalmente tem apresentado melhor comportamento nas regiões
mais frias. Nesses locais, em regiões mais quentes, sofre com a seca
estival, perdendo folhas. Geralmente é de ciclo bienal, mas com verões
secos torna-se anual.
Normalmente suporta geadas, preferindo outono/inverno frios e verões
frescos para o melhor desenvolvimento.
É uma planta que apresenta bom comportamento em solos semi-profundos,
drenados e de boa fertilidade. É menos exigente em fósforo que
o trevo branco.
Usado na região principalmente em consorciação com trevo
branco, cornichão, azevém, festuca, dactilo e cevadilha. Não
suporta pastejo intenso e quando submetido a esse sistema torna-se dominado
pelos outros componentes da consorciação, porém em regime
de pastejo leve acaba suprimindo o desenvolvimento das outras espécies.

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